Home       Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018

Em SC, fintechs já chamam a atenção de investidores estrangeiros

Elas estão em alta. Encabeçando a lista dos segmentos do ecossistema de startups mais atraentes da atualidade, as fintechs receberam mais de R$ 1 bilhão em investimentos somente no ano passado.

Entre as explicações para esse bom momento está o amplo campo de atuação e o próprio motivo de sua existência: facilitar a vida dos consumidores que pagam contas on-line, compram pela internet ou usam aplicativos que envolvem transações financeiras.

O mercado é amplo e oferece infinitas oportunidades. Em Santa Catarina, por exemplo, fintechs também têm chamado a atenção do restante do Brasil e até de investidores de outras partes do mundo. A Clinicorp, em processo de aceleração na Spin, já busca a internacionalização da plataforma. Recentemente, a equipe participou do congresso da American Association of Orthodontists, em Washington DC, nos Estados Unidos, e se encontrou com possíveis investidores internacionais.

Com o foco direcionado à gestão e organização das finanças de clínicas odontológicas, a startup vem conquistando números que impressionam. O crescimento na base de clientes atinge a marca de 25% ao mês, sendo que, há pouco tempo, a fintech ultrapassou a meta de 400 consultórios atendidos em mais de 20 estados brasileiros.

Já a BOM, que também passou por aceleração na Spin, vem trilhando caminhos parecidos. Focada em conectar microempreendimentos ao mundo dos grandes negócios, ela já firmou parceria pioneira com a Credisol para impulsionar a aplicação de microcrédito no interior do Rio Grande do Sul e, posteriormente, em Santa Catarina e no Paraná. Além disso, tem atraído o olhar de investidores interessados em torna-la ainda mais impactante no segmento.

Conforme o CEO da Spin, Benyamin Fard, as fintechs têm grande potencial. “As soluções do universo financeiro atreladas a atividades-fim trazem uma nova experiência ao usuário, com facilidades e melhores condições de pagamento e taxas em comparação ao sistema bancário tradicional”, destaca.

O potencial fica claro nos dados da Lavca, associação latino-americana de fundos de capital de risco. Segundo a entidade, o Brasil é um dos países que mais atrai investidores de startups. Em 2017, os investimentos de venture capital chegaram à marca de US$ 860 milhões, o que representou um crescimento de 207% em relação ao ano anterior.

Fonte: Entrelinhas