Home       Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018

O open banking transforma mercado - Por Leo Monte

Estou lendo uma matéria quando essa informação me chama atenção: a implementação de serviços digitais já é uma prioridade, em 2018, para 85% das 221 instituições financeiras entrevistadas em uma pesquisa global elaborada pela consultoria EY.

Esse mesmo estudo mostrou ainda que 70% das empresas planejam investir em tecnologia para fortalecer seu posicionamento competitivo e ganhar mercado.

É inegável a transformação que o uso da tecnologia trouxe à medida que novos avanços são implementados para todos os segmentos. Com o setor financeiro não podia ser diferente, basta pensar em como era um banco há 15 anos. Junto com esse novo consumidor surgiu a necessidade de criar serviços e alternativas de uso com mais velocidade e com foco total na experiência do usuário.

É aí que entra o open banking, uma estratégia/mindset de inovação fundamental para as empresas, trazendo inúmeras vantagens. Aqui no Brasil, open banking já é uma realidade, o Banco Original foi o pioneiro em 2016 e na sequência o Banco do Brasil, em junho de 2017.

O Banco Central comunicou que vai definir o modelo de open banking para ser implementado a partir do ano que vem. Existem conversas entre o BC, Cade e a Febraban, que analisam quais serão as diretrizes a serem seguidas.

Outro ponto importante, a regulamentação, já que na Europa, por exemplo, existe a PSD2 (Payment Services Revised Directive, na sigla em inglês). Isso implica que todas as organizações reguladas pelo Banco Central Europeu terão que disponibilizar APIs abertas, ou seja, adotar a plataforma do open banking, viabilizando com outras indústrias, ampliando a possibilidade de acesso e oferta de serviços inovadores aos seus clientes.

Essa nova economia exige mudanças rápidas e está criando a necessidade de transformação digital em todos os setores do mercado, sobretudo naqueles que demandam cuidado extra com gestão e administração. Aí que está um segredo, já que não precisamos nos limitar aos serviços financeiros quando falamos de Open API. Afinal, tudo pode ser “Open” (aberto em inglês), como Open Retail, Open Insurance ou Open Health, é apenas uma questão de acertar nossas atitudes, interesses, tecnologia e a experiência do usuário, este último fundamental para que a mágica aconteça.

Com um plano bem executado é possível ver o fenômeno que conhecemos como Inovação Aberta ou a Criação de um Ecossistema de Inovação trazendo mais velocidade, eficiência e um fenômeno muito conhecido por nós que é o network effect, ou efeito de rede. Se conseguir atingir um destes pontos é sucesso garantido.

Então, se você, leitor, ainda não começou esta jornada de mudança, está na hora de colocar na mesma mesa o CIO ou diretor de tecnologia e no mínimo um ou mais service designer para uma discussão estratégica.

O avanço é implacável, independentemente do nível de maturidade digital e já está acontecendo.

Leo Monte co-fundador do GR1D

Fonte: DCI