Home       Quarta-Feira, 12 de Dezembro de 2018

Na era de setores disruptivos, livro aborda gestão da inovação

Os professores Mario Sergio Salerno, do Departamento de Engenharia de Produção da Poli-USP, e Leonardo Augusto de Vasconcelos Gomes, da FEA-USP, lançam na próxima segunda-feira, 26, às 18h30, no inovaBra Habitat, o livro “Gestão da Inovação mais Radical” (Editora Elsevier).

Os autores, que debaterão a obra, participam do painel de mesmo nome, com a presença de Ricardo Kahn, responsável por estratégia e inovação na ISA-CTEEP, com mais de 15 anos de experiência em inovação e desenvolvimento de negócios em energia, telecom, autopeças e consultoria, tendo participado da fundação de três startups de base tecnológica e desenvolvido vários projetos.

Gestão da Inovação mais RadicalO objetivo é apresentar os achados e propostas sintetizadas no livro, e ainda falar do cubo da inovação, framework analítico para gestão da inovação mais radical, discutir sobre mindset para inovação mais radical, organização para inovação, gestão de incertezas no ecossistema, entre outros assuntos da área.

Para participar do evento basta se inscrever diretamente no site do inovaBra Habitat ou acesse o link.

Durante o evento serão sorteados dois e-books pela editora para os participantes.

Sobre o livro

De uma forma simples, mas com rigor conceitual e metodológico, o livro “Gestão da Inovação mais Radical” apresenta como as organizações, sejam grandes ou pequenas, podem dominar a dinâmica da inovação mais radical, aprendendo a criar valor a partir da gestão de incertezas. A experiência dos autores traduzida nos textos baseia-se em mais de 10 anos de pesquisa e relação com empresas do Brasil e do exterior, dos mais diferentes portes e setores.

Segundo o professor Mario Salerno, por “mais radical”, entendem-se não apenas aquelas raras inovações muito disruptivas, mas também um conjunto de projetos de inovação envoltos em muitas incertezas, que ocorrem tanto em empresas estabelecidas como em startups.  Deste modo, para os empreendedores, definir o tipo de inovação que está sendo feita ajuda a entender quais serão as necessidades da empresa, desde como entrar no mercado e se posicionar contra concorrentes, se é preciso registrar patente, e até como enfrentar a falta de legislação na área.

“Para a saúde financeira da empresa, no médio e no longo prazo, a radical é o tipo de inovação mais importante. Quem faz inovação radical tem uma vantagem competitiva clara em relação aos concorrentes. Pode dominar o mercado por um bom tempo. Por isso tantas empresas vêm investindo em áreas de pesquisa e desenvolvimento”, afirma o professor Mario Sergio Salerno, que também é coordenador do Laboratório de Gestão da Inovação da Poli-USP.

E complementa: “inovar mais radicalmente é, talvez, um dos maiores desafios das organizações contemporâneas. Nas décadas 1980 e 1990, um dos imperativos competitivos era a construção da capacidade de inovar em produto, de forma incremental e frequente. Agora, o desafio é ainda maior. Trata-se de continuar inovando sistematicamente, mas de forma mais radical”.

Para dominar a dinâmica dessa inovação, de acordo com o professor Mário, “é preciso superar concepções históricas e, até mesmo, quebrar paradigmas. Por exemplo, alguns pesquisadores, empresários e formuladores de políticas públicas acreditam que a inovação mais radical não é para empresas brasileiras.

Entretanto, algumas empresas nacionais estão inovando radicalmente. A problemática é que o número de empresas ainda é pequeno, já que nem todas compreenderam as regras do jogo da inovação. Ainda é pouco disseminado o conhecimento sobre técnicas, métodos e abordagens de gestão para que inovação mais radical ocorra não apenas como um golpe de sorte”.

Inovação mais radical

E como pode-se definir inovação radical? Algo que é novo para o mercado e que traz uma grande mudança tecnológica, estrutural ou operacional.  Neste livro, os professores respondem esta questão e apresentam ainda o modelo de gerenciamento da inovação mais radical, o Hipercubo da Inovação, que possui os seguintes planos: mindset e estratégia; organização e pessoas; portfólios de projetos de inovação; gestão de incertezas; tudo isso articulado num ecossistema de inovação, envolvendo cocriadores de valor (parceiros, complementadores, fornecedores), investidores, reguladores, entre outros. Ao final, os autores discutem planejamento tecnológico e a ferramenta TRM – Technology Roadmapping, apoio para inovações mais radicais.

Se devidamente compreendidas e, com os instrumentos gerenciais adequados, as incertezas podem ser transformadas em valor. Como os autores sugerem: “a inovação mais radical é aquela que abre mercado e que cria plataformas de negócio. Ela não é baseada em algo que já exista, o que a torna completamente nova. Muda a economia, muda a vida social e muda a empresa”.

Deste modo, esta obra é indicada para gestores, empresários, empreendedores, pesquisadores, formuladores de políticas públicas e estudantes de graduação ou pós. O livro está disponível para compra no site da Editora.

Fonte: Da Redação