Home       Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018

Veja o que muda em cada banco com as novas regras do cheque especial

A autorregulação dos bancos, que muda o uso do cheque especial, começou a valer nesta semana. Agora, os bancos passam a oferecer, de forma proativa, linhas de crédito alternativas, com menor custo, para quem usa esse tipo de crédito por mais de 30 dias.

O Itaú diz, em nota, que irá oferecer três linhas ao cliente que está usando o limite do cheque especial, mas deseja parcelar a dívida e passar a pagar menos juros: o Crediário, o Consignado e o Sob Medida, uma solução que unifica em apenas um contrato o parcelamento de até três modalidades de crédito.

No consignado, para trabalhadores privados e servidores públicos os juros partem de 0,9% ao mês. Para aposentados do INSS, são cobrados juros a partir de 1,4% ao mês. No empréstimo pessoal, as taxas partem de 1,37% ao mês, enquanto no Crédito Sob Medida são de a partir de 1,12%.

Os juros vão variar de acordo com o perfil do cliente e o relacionamento dele com o banco. Caso o cliente tenha mais de uma linha de crédito disponível, o banco irá oferecer a modalidade com menor taxa. Atualmente, os juros cobrados no cheque especial do banco é de 11,50% ao mês.

Já o Santander irá oferecer quase todas as linhas de crédito do seu portfólio. São modalidades como o crédito consignado, crédito unificado e o crédito pessoal, cujas taxas variam de 1,40% ao mês até 7,89% ao mês.

Em linha com o objetivo das novas regras, o Santander é o único que permite a todos os clientes pessoas físicas usarem, por dez dias, sem a incidência de juros, o limite do cheque especial. Dessa forma, o banco busca educar o cliente de que a linha só deve ser utilizada para emergências, e por pouco tempo. O Santander Master, como é chamado o recurso, já é utilizado por cerca de 35% dos usuários do cheque especial, diz o banco, em nota. Qualquer cliente que tenha limite no cheque especial tem acesso ao benefício.

O Bradesco irá oferecer uma linha de crédito específica para atender os requisitos da autorregulação. Os clientes com saldo devedor no cheque especial poderão parcelar este saldo, a qualquer tempo e de forma voluntária, através de uma linha de crédito com taxas variando de acordo com o perfil e relacionamento que possui com o banco.

Na Caixa, o crédito que será oferecido como parcelamento do cheque especial irá variar conforme o perfil e situação do cliente. Entre as linhas alternativas que serão oferecidas, está o crédito parcelado com garantia de aplicação financeira, que oferece taxas a partir 1,62% ao mês mais TR e dilui a dívida em até 60 meses); crédito Consignado, com taxas a partir de 1,40% ao mês (até 120 meses); e o CDC, que cobra juros a partir de 3,15% ao mês e no qual o valor pode ser parcelado em até 60 meses.

As linhas a serem ofertadas e condições variam de acordo com o perfil de cliente no BB. São alternativas que vão do crédito consignado até a linha de parcelamento de cheque especial, na qual os prazos podem chegar até 36 meses e taxas a partir de 3,27% ao mês.

As linhas mais acessíveis devem ser oferecidas pelos bancos quando o usuário estiver utilizando o limite por mais de 30 dias consecutivos ou ao menos 15% do valor total disponível.

Completam o pacote de medidas a obrigação de que os bancos notifiquem o cliente toda vez que ele entrar no cheque especial e a apresentação das informações sobre a de forma separada no extrato, de forma a facilitar o acompanhamento do saldo e limite.

Anunciadas em abril pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as novas medidas têm como objetivo ressaltar o caráter emergencial do crédito, o mais caro do mercado. Além disso, o intuito é garantir que os usuários da modalidade de crédito tenham acesso a linhas com custo mais baixo.

Fonte: Marília Almeida, da Exame